quarta-feira, 1 de maio de 2013

Cabide que fala

Cabide que fala ajuda deficientes visuais a escolher o que vestir.



Um chip instalado no acessório armazena mensagens gravadas anteriormente e as reproduz quando o botão é acionado. O primeiro modelo já foi aprovado.

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Cancer de olho



Considerado raro, câncer de olho pode levar à cegueira e até à morte

Mais grave doença oftalmológica infantil, retinoblastoma se manifesta até os quatro anos de idade. Diagnóstico precoce aumenta chances de cura.



As doenças oftalmológicas que surgem na infância e que causam cegueira podem ser percebidas ainda no começo. Se a catarata e o câncer de olho forem detectados com rapidez, é possível evitar a perda da visão e aumentar a qualidade de vida das crianças.

Os sintomas podem ser identificados pelos pais. “A família vai começar a perceber que a criança tem alguma deficiência visual quando chega a época de ela estabelecer um contato visual com a mãe. A presença de uma pupila branca já significa um grau mais avançado de opacidade, mas nem todas as cataratas dão pupila branca”, alerta a oftalmologista Andrea Zin.

Ela faz parte do corpo de médicos do Instituto Catarata Infantil, criado em 2004 para atender famílias de baixa renda que precisam de um tratamento de urgência. A unidade, mantida com doações de colaboradores, atende atualmente mais de cem crianças. O serviço gratuito surgiu para suprir a deficiência do setor público em absorver todos os pacientes.

Quatro em cada dez mil crianças nascem com a catarata, que pode levar à cegueira. No Rio, a estimativa é que 40 crianças nasçam com a doença a cada ano. “São 40 indivíduos que a gente tem que absorver no sistema público. E é uma deficiência visual absolutamente não necessária, porque tem diagnóstico e tratamento. Não tem nenhuma necessidade que uma criança que nasça com uma catarata infantil fique deficiente visual ou cega”, afirma Andrea.

A doença atua com rapidez e afeta toda a engrenagem que processa a visão. E os primeiros meses podem ser decisivos para a conexão entre os olhos e o cérebro. O teste do olhinho ou do reflexo vermelho é uma das maneiras de identificar o problema. Está em debate no Senado a obrigatoriedade do teste em todo o país, mas as mães já podem exigir que o filho seja examinado por um especialista ainda na maternidade. Segundo Andrea Zin, a catarata é uma das três principais causas de cegueira infantil e deficiência visual no país.

Câncer de olho afeta 4 em cada 
1 milhão de crianças

De todas as doenças oftalmológicas infantis, a mais grave é o retinoblastoma. Considerado raro e silencioso, o câncer de olho se manifesta até os quatro anos de idade e pode levar à cegueira total ou à morte. O diagnóstico precoce evita a perda da visão e aumenta as chances de cura. O retinoblastoma representa 3% dos tumores desenvolvidos em pacientes com menos de 15 anos.

Mancha branca pode indicar câncer no olho
Estima-se que, por ano, o câncer de olho afete quatro a cada um milhão de crianças. A doença pode ter início em um ou ambos os olhos e pode se estender a outras zonas do crânio.
Em 90% dos casos, atinge crianças até cinco anos de idade. O índice de cura é alto, mas o tumor, que é considerado bastante agressivo, tem rápida evolução. “A partir de seis meses do primeiro sinal, você não consegue preservar o olho da criança. Às vezes, nem a vida”, explica a oftalmologista Clarissa Matosinho.

A mancha branca nos olhos, principalmente em fotografias, ou a ausência total de reflexos são os principais sintomas. Segundo os médicos, 60% dos casos de câncer de olho que chegam ao Instituto Nacional do Câncer, no Rio, já estão em estado avançado. A insistência dos pais em realizar exames ainda na maternidade pode salvar vidas.

São os pais também que percebem os primeiros sintomas de outra doença, a síndrome da disfunção lacrimal, conhecida também como síndrome do olho seco. Ela é causada pelo ressecamento dos olhos, que pode ser motivado pelo excesso de exposição a jogos eletrônicos e ao computador.

“Você tem menos lágrima sendo produzida ou tem uma alteração da lágrima. Ela pode estar em quantidade normal, mas a qualidade pode estar alterada”, aponta o oftalmologista André Berger. O especialista explica que, quando estamos concentrados em uma atividade, a tendência é que pisquemos menos, o que pode fazer com que as lágrimas evaporem mais rapidamente. “Com o passar do tempo, isso se torna um problema, porque você está fazendo uma exposição contínua e crônica”, diz.

As crianças já estão entre os principais pacientes nos consultórios médicos. “Ela, às vezes, passa anos e anos sem enxergar bem, com uma ardência no olho, mas ela não tem uma referência, ela nunca soube que aquilo não era normal”, destaca Berger. O tratamento para a síndrome do olho seco, além de colírio para curar a irritação, é evitar o tempo exagerado com os olhos grudados em equipamentos eletrônicos.


Goalball




Conheça o Goalball, esporte praticado por portadores de deficiência visual. 

O goalball foi criado em 1946 pelo austríaco Hanz Lorezen e o alemão Sepp Reindle, que tinham como objetivo reabilitar veteranos da Segunda Guerra Mundial que perderam a visão. Nos Jogos de Toronto (1976) sete equipes masculinas apresentaram a modalidade aos presentes. Dois anos depois teve o primeiro Campeonato Mundial de Goalball, na Áustria. Em 1980 na Paraolimpíada de Arnhem, o esporte passou a integrar o programa paralímpico. Em 1982, a Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA) começou a gerenciar a modalidade. As mulheres entraram para o goalball nas Paraolimpíadas de Nova Iorque, em 1984. A modalidade foi implementada no Brasil em 1985. 

Ao contrário de outras modalidades paralímpicas, o goalball foi desenvolvido exclusivamente para pessoas com deficiência – neste caso a visual. A quadra tem as mesmas dimensões da de vôlei (9m de largura por 18m de comprimento). As partidas duram 20 minutos, com dois tempos de 10. Cada equipe conta com três jogadores titulares e três reservas. De cada lado da quadra tem um gol com nove metros de largura e 1,2 de altura. Os atletas são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores. O arremesso deve ser rasteiro e o objetivo é balançar a rede adversária.

A bola possui um guizo em seu interior que emite sons – existem furos que permitem a passagem do som – para que os jogadores saibam sua direção. O Goalball é um esporte baseado nas percepções tátil e auditiva, por isso não pode haver barulho no ginásio durante a partida, exceto no momento entre o gol e o reinício do jogo. A bola tem 76 cm de diâmetro e pesa 1,25 kg. Sua cor é alaranjada e é mais ou menos do tamanho da de basquete. Hoje o goalball é praticado em 112 países nos cinco continentes. No Brasil, a modalidade é administrada pela Confederação Brasileira de Deporto para Deficientes Visuais(CBDV).


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domingo, 28 de abril de 2013

Audiodescrição


Audiodescrição do Roteiro de Arquitetura pelo Centro Histórico





Está disponível a audiodescrição de todos os atrativos do Roteiro de Arquitetura pelo Centro Histórico, voltada para deficientes visuais.

Com grande conteúdo, que detalha minuciosamente o exterior de todos os vinte e cinco atrativos do roteiro, além do interior do Mosteiro de São Bento, este trabalho busca revelar a riqueza arquitetônica do centro histórico de São Paulo para os turistas e paulistanos portadores de deficiência visual, bem como promover a inclusão e a acessibilidade no turismo da cidade.

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Gata vira guia de cão cego



Gata vira-lata serve como guia de cão cego

Depois de ser diagnosticado com cataratas, um cachorrinho de oito anos passou a viver praticamente sem se movimentar, apenas dentro de uma cesta. No entanto, sua vida mudou quando ele conseguiu uma amiguinha que serve de "guia". Trata-se de uma gata vira-lata adotada recentemente pela dona do cão.

A gata chamada Pwditat fez amizade com Terfel instantaneamente. Simplesmente foi até o cesto onde o cachorro ficava, o fez sair e passear no jardim. Segundo Judy Godfrey-Brown, dona dos animais, foi algo inesperado e impressionante.

"Eu nunca vi nada disso. A maioria dos cães e gatos se odeiam, mas Pwditat imediatamente parecia saber que Terfel é cego. Ela usa suas patas para guiá-lo. Eles estão grudados agora e não se separam nem para dormir", contou a aposentada ao "The Sun".


Aposentadoria Cão-Guia


Aposentadoria de cães-guias deixa deficientes visuais apavorados



Pessoas cegas que possuem cão-guia no Brasil estão enfrentando uma situação que as deixa em pânico: o envelhecimento dos companheiros e a consequente necessidade de aposentá-los. O problema é que, com isso, terão de enfrentar longas filas de espera para ter um novo "orientador".

Há no país cerca de 80 deficientes visuais com cães-guia. Quase todos os bichos, segundo o Instituto Íris, de apoio aos deficientes visuais, vieram de outros países, sobretudo dos Estados Unidos.

Apesar de haver tentativas nacionais de formação de animais, elas esbarram na falta de boas linhagens e de treinamentos corretos.

Projeto do Sesi-SP criado no ano passado para entregar 32 cães-guias, por exemplo, enfrentou problemas na formação. A perspectiva, agora, é que apenas 11 cachorros estejam preparados para trabalhar, até o meio deste ano.

Como grupos de cegos trouxeram seus cães de fora quase ao mesmo tempo, com ajuda de instituições nacionais e internacionais, agora há o problema do envelhecimento dos cães, que devem trabalhar por, no máximo, oito anos.

Alpha IMS

Implante retinal restaura visão de oito pessoas cegas



Enquanto o Argus II precisa de óculos, uma câmera externa, e um processador separado, o sistema Alpha IMS detecta sinais de luz vindo até o olho via eletrodos implantados sob a retina do paciente, e então alimenta um microchip que envia informações ao cérebro.  O cérebro então processa esses dados como sinais orgânicos de um olho saudável, e o paciente vê uma imagem em preto e branco. Há também um discador localizado na orelha para ajustar o brilho, e o sistema todo é alimentado sem fios, por uma bateria de bolso.


Desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Tübingen, na Alemanha, o Alpha IMS tem alguns benefícios contra o Argus II. Ele possui 1,500 eletrodos, contra 60 do Argus II, oferecendo resolução e nitidez muito maiores. Como ele é implantado na retina, o paciente pode olhar ao redor naturalmente ao movimentar seu olho – o Argus II exige que o paciente vire o rosto. Também é possível tirar vantagem do “processador de poder natural” dos neurônios na retina, que ajuda a processar o movimento e o contraste.

Infelizmente, o Alpha IMS não pode ajudar a todos. Somente pacientes que perderam a visão através de doenças que destroem as células dos olhos que detectam a luz podem ser ajudados pela prótese – se a parte do sistema nervoso que processa a visão tiver sido danificada, então o dispositivo não tem para onde enviar seus dados.

Nove pacientes já realizaram a implementação da prótese, dos quais oito foram bem-sucedidos. O nervo ótico do último paciente foi tocado durante a cirurgia, causando a falha no implante. A primeira leva de pacientes que tiveram sucesso ao implantar a prótese é encorajadora. De perto, pacientes que antes eram cegos conseguiram distinguir formatos de bocas e sorrisos; a ausência ou a presença de óculos no rosto de pessoas; e até mesmo detalhes como placas em portas. Já de longe, os pacientes enxergaram a linha do horizonte, árvores, casas, e lagos. Carros foram localizados baseado em seu reflexo, e durante a noite um paciente conseguiu reconhecer um carro por seus faróis.

Com certeza ainda é o início dos tempos para o AlphaIMS. Seguindo os primeiros pacientes, outros testes já começaram em centros como no Reino Unido, Hong Kong, e Hungria, com foco em desenvolver segurança e estabilidade a longo prazo para o implante.

Via The Verge